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Com impactos da pandemia, moda infantil sofre alterações na forma de vender e comprar
13/07/2021 09:39 em Atualidade

Oferecer serviços personalizados, com valores éticos e em várias plataformas, aumenta captação de novos clientes

“Comprar roupas para crianças sempre foi uma tarefa complicada, seja loja física ou internet, pois a impaciência dos pequenos sempre persiste. Com a pandemia, essa dificuldade se potencializou”, diz Francine Nunes de Lara, sócia e fundadora da Chiclete Colorê, uma marca de roupas infantis sob demanda. 

O novo coronavírus foi responsável por trazer inúmeras mudanças nos cenários político, econômico e sanitário. Com o isolamento social e a instabilidade do mercado, shoppings e lojas físicas de todo tipo de roupa, desde simples calças jeans femininas, até roupas de gala, foram muito impactadas e tiveram de se reinventar. No segmento da moda infantil não foi diferente, ele também teve de se readequar e aderir aos e-commerces, aos serviços de delivery e ao atendimento especializado para sobreviver e criar novas possibilidades de consumo. 

“Percebemos que estamos sobrecarregados, e otimizar o tempo é a melhor solução. Nesse momento que estamos vivenciando, levar as crianças às lojas não é seguro e é muito estressante para elas e para as mães”, conta a empresária.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 716 mil empresas fecharam as portas em 2020. Os consumidores adquiriram novos hábitos de compras, passando a investir em marcas com valores que tragam confiança e bem-estar, principalmente nas categorias de alimentação, beleza, cuidados e roupas. 

O fato de as pessoas estarem mais criteriosas em relação às lojas que pretendem consumir fez com que os empresários e empreendedores trabalhassem a sua marca, agregando valores reais e criando um relacionamento mais personalizado com os seus clientes. 

A necessidade de estar em casa foi um fator fundamental para fazer com que o ambiente digital e as entregas por delivery fossem escolhidas pelos consumidores. No caso das roupas infantis, a dificuldade é ampliada. É nesse cenário que surge a Chiclete Colorê, uma empresa que faz o envio mensal de malas personalizadas, com roupas de crianças de recém-nascidas até 16 anos.

“Receber em casa uma malinha com roupas do tamanho certo, higienizadas, seguindo todos os protocolos de segurança, e que os pequenos possam experimentar no tempo deles, é perfeito e muito viável no contexto atual”, diz Francine. 

Ater-se às novas demandas do consumidor é essencial para manter o sucesso do varejo, e é a partir da pandemia que as marcas infantis passaram a enxergar essa tendência como necessária, e não mais como um diferencial. 

Investir em formas de captar novos clientes é o segredo para a continuidade da moda infantil no Brasil. Segundo dados da Neotrust, apenas em 2020, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 126 bilhões, e quase metade dos 300 milhões de pedidos foi feita por pessoas que estavam realizando a sua primeira compra online. Logo, colocar sua marca na internet é alcançar uma grande variedade de novos clientes.

Além da busca por novos meios de compra, os pais e responsáveis passaram a procurar por novos modelos e looks. Por estarem praticamente o tempo todo em casa, o maior volume de buscas é por peças confortáveis e de tecidos mais leves, como a malha e o moletom. Porém ainda existe uma grande demanda por itens mais luxuosos, como vestidos, camisas, calça jeans feminina e masculina, camisetas de luxo, etc.

Mais um ponto que requer a atenção dos lojistas é a importância de proporcionar momentos em família e ajudar a criar memórias afetivas com aquela marca. “Criar um momento com o seu filho e conhecer melhor seus gostos fortalece o vínculo  familiar. A liberdade de escolha e de aceitação da opinião dos pequenos ganhou espaço nas famílias. Percebemos que esse impacto é a melhor lição que podemos aproveitar da pandemia”, conclui Francine. 

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